sábado, 19 de dezembro de 2009

é duro ser perfeito, não sei porquê ainda insisto nisso..
eu quero mais é ser imperfeito, sou mais humano nos meus defeitos..
assim posso relaxar e me permitir errar,
aprendendo com meus erros criadores de sensações..
umas agradáveis, outras perturbadoras..
mas é assim mesmo eu acho..
preciso fritar na cama antes de decidir qualquer coisa...
e frito, viro ovo frito!!!
depois sou devorado pela manhã..
acompanhado de café preto e pãeszinhos...
daí me sinto leve..
e caminho sobre ovos, já não mais fritos, e sim cozidos no banho maria da vida...
gostosos...
humm,.. deu fome!!!!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Com o coração na terra e o pulmão no ar...
sigo meu caminho, livre, sem pensar.

Quando balanço, sinto o vento...
Quando parado, curto o tempo.

Vou assim, deixando minha casa me levar...
Até onde o sopro me deixar.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

meio lá, meio cá...
meio assim, meio assado...
calmaria danada que me contraria...
quero o mel da vida...
o sal do mar...
o sol do céu...
arranque esse véu!!!
Puta-que-pariu!!!
da onde foi que saiu...
idéias mil...
sobre o céu de anil!!!
calmaria danada que me contraria...
eu só quero viver a vida!!!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

bendito ciume que me rasga a pele...
que me torce a alma..
que me cala boca..
e bebe a calma...

ciume que me inspira...
pega, bate e me arrebate...
do tipo que não desejo...
mas espero...
tipo um arame farpado..
gostoso...
afiado...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

quero usar a língua...
a língua escrita...
a língua falada..
a língua viva.
viva a língua...
cunilíngua...
salivalíngua...
língua, língua, língua...
deste-me a tua...
e dar-te-ei a minha.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

sendo assim, vou vivendo...
bebendo da água agridoce da vida, mais doce...
respirando forte esses ares, velhos e novos ares...
uns com cheiro de terra, outros com cheiro de mato,
uns com cheiro de chuva, outros com o cheiro do ralo.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

e quando as idéias divergem???
e quando se perde a confiança???

e quando as palavras não são compreendidas???
e quando os corpos se repelem???

e quando aquilo que é, deixa de ser???
e quando aquilo que faz, não tem mais efeito???

quando não se confia em um caminho, esse não leva a nada...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Cadê? minha sensibilidade...
foi absorvida por uma cápsula de antinflamatório..
e sugada por uma dose cavalar de bezetassil
na tentativa frustrada de curar uma tosse irritante
provocada pela irritação da minha garganta quando
eu inocentemente, inalava vapores de sensibilidade.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

junte sua tralha e trilhe a trilha
sobre trilhos, da feliz-triste estrada de ferro da vida
é mato seco, é a garganta seca
é sol a pino, é suor que brota
é passaro que voa, é o trem que vem surgindo
trilhando a trilha dos trilhos
caminhando assim pelo caminho

terça-feira, 21 de julho de 2009

ahhhhh ela voltou, que bom que voltou...
voltou praqueles que dela gosta...
essa menina doce, fruta gogóia...
ahhhhh ela voltou, que bom que voltou...
voltou sim, praqueles que ela gosta...
essa menina moça, cabrocha...
ahhhhh ela voltou, que bom que voltou...
voltou praquele que por ela enamora...
esse menino, capricho, samba de outrora

terça-feira, 30 de junho de 2009

amor meu...
nua em pelo ser...
sendento de ti, sou seu...
doce são seus seios...
fartos meus...
sedenta em si, morde o meu...
amor teu....
Fotos de cabeceira, fotos postadas...
fotos enquadradas, quadradas e no porta retratos...
tratos e destratos, mandatos e mandados...
fotos antigas, fotos digitais...
fotos em preto e branco, coloridas...
tratadas e cruas, semi-nuas...
fotos reveladoras, intimas e abstratas...
fotos mal tratadas...
álbuns de família...
fotos do passado, fatos do futuro...
fotos rasgadas e cuspidas...
mal ditas...
lindas, fotos do dia-a-dia...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Cavalo de Prata que me leva pelos ares...
rodas de metal leve...
sem barulho, sem ruído...
como o vento...
nos meus cabelos ralos...
no meu peito farto...
como um riacho...
voou pelo céu de anil...
de possibilidades mil...
sonhos de adrenalina...
não quero mais morfina...
Cavalo de Prata, extensão de min...
sem as mãos, sem a cabeça...
Cavalo de Prata, me leva...
e jamais me obedeça...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Saudade, palavra triste
Sinto saudade, talvez eu esteja triste
Não quero estar triste
Então preciso matar minha saudade

Mas e se valer a pena viver de saudade?
Então saudade deixará de ser uma palavra triste
E de felicidade eu viverei de saudade
E nunca mais viverei triste.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Viver é uma arte
sublime arte
sublimarte
amarte
amor e arte
Difíciul noite
Amarga noite
Fria noite

As horas que não passam
Os ponteiros que não andam

Me descubro feio, sujo e triste
triste, triste

A escuridão me deseja
Eu desejo a luz
Peço a luz, choro pela luz

Mas ainda é noite
Há muito mais arte em amar uma mulher, do que em viver a própria vida.

terça-feira, 5 de maio de 2009

As águas de Março se estenderam até maio e choveu a noite inteira. Tive sonhos tranqüilos, porem um tanto políticos que não entendi muito bem.
Preferia ter sonhado com você, sonhos mais quentes e aventureiros, nos dois talvez num veleiro.
Acordei logo cedo e caminhei numa manhã fria sem café quente, ouvindo a Universitária FM no rádio do meu celular. Doces Monstros cantam Bossa e me fazem lembrar de você. Essa Bossa que é nossa, tua e minha meu amor.
Bom dia.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O menino tem u zói di fogo, cabelo di fogo, inté parece um curupira dos muitos modernos que se vêem por aí, por estas bandas da cidade grande. Sempre fugindo das sirenes vermeias, com seus pés ao contrário, carçados naqueles tênis nike roubados. Coitado.
E ele brinca com o revorvi metálico calibre 22, ele brinca e sorri e diz que vai matá. Eu pergunto quem ce vai mata menino? E ele respondi entre us denti, o disgraçado que mato meu irmão, eu vô matá!
E faz com us dedo, sinal de fuga, e diz em voz arta, pôu, pôu, pôu! E ri, e ri com seu brinquedo na mão.
O curupira da floresta de cimento, que corre ao contrário, carçando nike roubado, na cidade ribeirinha, à marge, sempre à marge, não protege, nem se esconde. Corage de hôme.

O reverso do verso elevado ao quadrado do inverso é igual à natureza do subversivo universo.
Das naturezas essenciais das ciências elementais que lançam suas infinitas indagações aos mais longínquos paralelos dos multi-versos ancestrais.
O amor, sublime sentimento, puro e belo encantamento, perfeito como a cadeia diamantina das mais altas montanhas cristalinas.
O eu, o sou, o ser, o serei e o fui!
Sou eu, sou seu, sou meu, sou nosso.
Ou serei seu, ou meu, ou nosso?
O sempre fui, o sempre serei, o sempre ser.

sexta-feira, 17 de abril de 2009


Tortuosos são os caminhos do homem pela terra, desafios e obstáculos estarão sempre a sua frente.
Fraco é o homem que nega esse caminho.
Forte é o homem que mesmo com lágrimas nos olhos e cálos nas mãos e pés enfrenta com coragem seu destino.
O homem não deve temer o seu fim, pois o fim é certo e libertador.
Mas o caminho é incerto e sempre haverá dois caminhos.
O coração indicará um, a razão outro.
Qual caminho seguir?

segunda-feira, 13 de abril de 2009


Escrevi para nós

Para Michele, meu amor

Lá estava eu, quieto no meu canto, jogando pedrinhas frias no lago parado. Vendo as ondas que se formavam ao meu redor.
Dormindo e acordando no espaço tempo da vida, nuvens passando, flores crescendo, fazendo a barba e cortando as unhas. Não contava os dias e nem prestava conta das noites.
Um gavião cortou o céu, lá no auto, desenhou imagens em minha mente, como pincel num quadro branco. O sol se pondo no horizonte, a lua nascendo logo atrás de min.
Eu andava por aí, e via as pessoas, e falava com as pessoas, e me divertia com as pessoas, e sempre jogava as pedrinhas frias no lago parado.
E essa menina, sempre à via por aí, e sempre parava para ver um pouco mais essa menina. Tão simples e linda, olhinhos vivos, cabelos de fogo, sorriso encantador.
Essa menina mexia comigo, gostava de olhar para ela.
Estava ela lá, quieta no seu canto, um brilho rosa ao seu redor, jogando estrelinhas para o alto, e com um doce nos lábios. Brincava e mexia comigo, nem me via, mas sabia que eu estava lá, ela sabia.
O som do mundo abaixou igual na televisão, e eu pude ver as estrelas no céu brilharem mais coloridas, o tempo parou, um passarinho pousou no meu ombro e cantou uma canção só para eu escutar, doce como essa menina. No mesmo instante um cometa mudou de rota e veio estacionar ao meu lado, e me vi abandonando as pedrinhas na margem do lago e indo falar com essa menina. Peguei na sua mão e a convidei para dar uma volta na calda do cometa, ela aceitou sorrindo, montamos no cometa, ela me abraçou forte e eu senti seu coração batendo junto ao meu, senti seu perfume e senti o calor do seu corpo aquecer o meu, e voamos coladinhos pelo universo.
Passeamos pelas galáxias, lhe mostrei algumas estrelas que eu gostava, ela me mostrou outras dela. O cometa corre mais que o tempo e nos levou até os limites do universo onde não há limites para nada, e vimos o quanto éramos maior do que imaginávamos, e vimos o quanto éramos belos e puros.
Estávamos lá, quietos no nosso canto, como viemos ao mundo, jogando pedrinhas quentes no lago do sono.
Meus braços em volta do seu corpo, seus cabelos no meu rosto, sua respiração no meu pescoço, meus dedos encaracolando seus cabelos.
Feixes mornos de luz entrando pela janela, cama desarrumada, roupas pelo chão do quarto.
Uma borboleta bateu asas na China, uma folha caiu nas águas do Rio Amazonas, uma estrela se apagou, outra se acendeu, um velho morreu sorrindo, uma criança nasceu chorando.

terça-feira, 10 de março de 2009


Acordei cedo naquele dia, apesar der ter dormido às cinco da madrugada. Queria caminhar, fui empurrado do sofá onde dormia por este impulso, sentia um aperto no peito e precisava de ar.
Caminhei até uma praça próxima, sentei-me. Mas sentia que não era o bastante. Caminhei por velhos lugares, os primeiros que freqüentei em minha vida, e fui parar em uma outra praça um pouco mais distante. Lugar antigo, berço da cidade onde nasci.
Fiquei sentado lá por um tempo, e senti que precisava caminhar um pouco mais. Então segui para o norte, rumo ao cemitério. Eu gosto daquele cemitério, é um lugar bastante tranqüilo.
Parei e sentei em um banco que fica ao lado da entrada deste cemitério. Foi quando vi um homem sair andando de costas do portão do cemitério, ele se abaixou e fez alguns sinais bem interessantes, apenas fiquei observando atentamente. Ele se levantou e caminhou rumo a uma velha cruz de madeira que fica do outro lado da rua em frente ao cemitério, fez o mesmo ritual, e depois seguiu rua abaixo tranquilamente. Ele nem sequer notou a minha presença.
Senti-me bem por ter presenciado todo aquele ritual de fé, um verdadeiro homem de fé.
Depois fiquei pensando se ele não seria um fantasma e se fantasmas realmente existem.
Levantei e fui até o portão do cemitério, um portão de metal, velho e enferrujado, mas muito bonito. Olhei para dentro e vi que estava completamente vazio, entrei sem pedir licença.
Logo na entrada tive uma sensação de solidão muito grande, olhei para a direita e vi uma estátua de Jesus Cristo em tamanho natural muito interessante. O Cristo parecia um ator de teatro encenando uma peça romântica, não havia dor em sua face. Fiquei parado observando a estátua, que parecia querer dizer alguma coisa.
Decidi fotografá-la, mas neste exato momento, meu celular tocou, eu sabia quem era. Mesmo sem reconhecer os números eu sabia que era ela me ligando de além-mar. Atendi. Nervoso e emocionado, era ela. Conversamos, a ligação caiu, ela retornou, me contou que a viagem tinha sido tranqüila e que as coisas estavam dando certo. Dizemos que nos amava-mos e nos despedimos. Fiquei muito feliz por ela, mas muito triste por min.
Quando olhei em volta, estava sentado em cima de um túmulo de criança, no meio de várias cruzes com nomes de criança escritos nelas.
O vento soprou estranho, como um uivo solitário, como um choro de criança. Uma cratera se abriu em minha volta, estava eu num deserto seco e morto, não havia ninguém, apenas eu e os restos daquelas crianças mortas.
Levantei e saí rápido daquele lugar, mas já era tarde, os fantasmas vieram atrás de min.
Fui até o túmulo de meu avô, queria perdir-lhe conselhos, queria poder ouvir a sua voz só mais uma vez. Mas ele não estava lá, apenas o seu nome escrito em letras de metal dourado. Sentei na pedra fria que cobre os seus restos, meu peito doía, o ar estava pesado, senti náuseas. Clamei por seus conselhos, mas não ouvi sua voz paterna.
Então o vento soprou, como um chamado, e quando levantei minha cabeça, a primeira coisa que vi e li, foi uma frase escrita em tinta desbotada numa lápide em frente. “As atitudes que são realizadas com base no verdadeiro amor são eternas”.
Não quis saber de quem era o túmulo, levantei e caminhei sem rumo, e o refrão: “eu sei que vou te amar, por toda a minha vida eu vou te amar”... Começou a tocar na minha mente. “em cada despedida eu vou"...
Não consegui completar a música, uma cachoeira de lágrimas brotou de meus olhos, e chorei. Chorei por toda uma vida de lágrimas, chorei e solucei. Como chorei!
Segui chorando por toda uma avenida, me apoiando em túmulos e árvores que encontrava no caminho. Apenas eu e mais ninguém.
Estava eu vivo, atuando no palco da vida, para um público de mortos. O melhor público que já encontrei. Atento e silencioso.
Quando as lágrimas secaram não houve aplausos, apenas o vento beijando suave e fresco o meu rosto.
O céu estava mais claro, o vento soprava uma sonata, daquelas que as mães cantam para os filhos pequenos.
Voltei até a estátua de Jesus Cristo onde tudo havia começado, acho que entendi o recado.
Fiz algumas fotos da estátua e sai andando de costas pelo portão, como fez aquele homem de fé. Pedi desculpas por alguma coisa e agradeci.
Segui rua abaixo tranquilamente.

sexta-feira, 6 de março de 2009


Toda vez que eu a via, reparava nela por mais algum tempo. Chamava a minha atenção não só pela beleza, mas pelo jeitinho especial. Ela é bonita, mas havia algo mais.
Sempre me encantei pelas belas mulheres, e sempre fui traído por meus próprios olhos. Até tu olhos! Eu dizia. Não sei se era por causa do meu signo, ou por causa da minha vaidade, mas a verdade é que tenho um estranho senso estético, daqueles que se embriagam por tudo o que é belo.
Meus olhos são minha dádiva e minha maldição.
Mas com ela foi diferente, com ela aprendi a enxergar de olhos fechados, com ela aprendi a sentir, com ela aprendi a me permitir.
Lá estava ela, com a sua singela beleza e seu jeito especial a falar, e como ela fala! Eu escutava de longe, imerso em meus próprios dilemas, absorto de todo o resto. Mas escutando de longe, sentindo sua presença.
Oportunidades são assim, aparecem quando menos esperamos.
Ficamos, e ficamos, e ficamos. E fomos ficando, e ficando...
Derrepente nasceu, em algum momento dos nossos momentos, nasceu. E eu celebrei dizendo eu te amo. Estava grávido deste sentimento e não sabia. E ele nasceu, sem dor, sem medo, puro e belo.
Mas o pranto veio mais tarde, com o medo de perdê-la, de perder esse filho, tão lindo.
Mas quem disse que os filhos são nossos, eles são do mundo. Então ela foi para o mundo.
Ela é assim, mais linda que o sol quando nasce, uma beleza verdadeira, que transcende a vaidade dos meus olhos e mergulha fundo no meu coração. É linda, mas não é perfeita, nem as montanhas são perfeitas. É frágil, mas não demonstra. Às vezes ela cede. Se abre para eu entrar. Mas depois se fecha, como uma concha em busca de privacidade.
Não quero entendê-la, mas aceitá-la.
Sinto que ela me ama. Do seu jeito especial, às vezes gostaria que ela me amasse de outras formas, mas não sei bem quais, mas estou feliz por ser amado do seu jeito. E eu gosto. Gosto dela.
Sempre soube que havia algo mais.

terça-feira, 3 de março de 2009


Minha perna coça, sinto um impulso de coçá-la, é uma coceirinha gostosa na
base da panturrilha esquerda, logo acima do calcanhar.
Mas coço o meu queixo, onde existe uma barba por fazer.
Escrevo para matar o tempo, antes que o tempo me mate.
Mas antes que o tempo me mate, vou falar do vento.
Acho que quando morrer, vou me juntar ao vento em suas viagens,
Somo amigos íntimos, irmãos de essência.
Não quero correr atrás do vento, prefiro ir de encontro a ele, pois ele sempre faz a curva.
Sempre quis saber onde o vento faz a curva, seria lá pras quelas bandas de Tupaciguara?
Não, acho que Tupaciguara é o lugar onde o Judas perdeu as botas.
Lanço-me ao vento de uma vez, pairo no ar feito folha de outono, vou deslizando até o chão.
Lanço-me novamente, mas o vento passou e me arrebento no concreto quente,
onde os carros cospem fumaça preta e fedida nas ruas da cidade antiga.
São sete os ventos, ou pelo menos foi os que contei,
passam a cada 37 segundos do ponto onde parei.
As Aranhas no teto fazem sua teia,
fina, espessa, rasa, profunda e larga.
Uma colcha de retalhos muito bem costurados
de modo que tudo não se perca.

As aranhas no teto armam sua armadilha,
muita precisão, estratégia de caçador.
Ponto e paciência herdados.

As aranhas no teto devoram a sua presa,
prato predileto no jantar.
Mesa posta sem talheres, sem etiquetas.

As aranhas no teto são mágicas, elas tecem sem parar.
Fios, junções, passado e presente.
Qual o futuro das aranhas no teto?

As aranhas no teto podem ser traiçoeiras,
podem ser amigas, podem e não podem.

São tantas as aranhas, são tantos os tetos,
cada teto, sua aranha.
Cara aranha sua sentença.